Sociedade civil está infeliz com as soluções propostas pela ONU sobre a Crise Econômica.
Durante as negociações, a sociedade civil apelou para os governos impor a Justiça Social como uma meta a ser alcançada relacionada com a crise, juntamente com o cumprimento dos direitos humanos e ambientais, e a justiça de gênero. Essa Conferência das Nações Unidas poderia ter sido o início de um processo de mudança sistêmica, resolução da crise e significativo movimento para a Justiça Econômica entre os países desenvolvidos e as economias em transição.
O documento não comtempla o apelo feito pela sociedade civil sobre estímulo global de medidas fiscais, a entrega da ajudas financeiras, a sustentabilidade da dívida e subsídios adicionais. A necessidade de políticas contra-cíclicas - também nos países em desenvolvimento - é mencionado, mas acordos sobre ações concretas não foram atingidos. Há um apelo para uma maior flexibilidade, mas não há medidas para acabar com as práticas de políticas de condicionalidades. Sobre estas questões e sobre a reforma do FMI, o Documento final não conseguiu ir além dos acordos já existentes (por exemplo, a Declaração de Doha e recomendações do G20). O perigo continua o mesmo: crescimento insustentável, modelo baseado em excesso de produção e o excesso de consumo.
A sociedade civil reforça a apoio ao Comitê de Especialistas em Cooperação Internacional em Matéria Fiscal por propor a criação um novo Painel Global sobre os riscos sistêmicos na economia mundial para se tornar um órgão consultivo das Nações Unidas, que reúne acadêmicos, sociedade civil e decisores políticos. Lamentamos, no entanto, que a vaga formulação deixa a sua execução pairando no ar. Totalmente ausente é a proposta de criar um Conselho Econômico Mundial dentro do sistema das Nações Unidas - como um fórum representativo que abrange áreas de preocupação no sistema econômico mundial.
A Conferência estabeleceu um grupo de trabalho para lidar com o acompanhamento dos acordos do Documento final. A sociedade civil está disposta a colaborar com o grupo de trabalho para chegar a compromissos inter-governamentais, com limites temporais, processo de acompanhamento em longo prazo das reformas estruturais, a fim de evitar futuras bolhas financeiras e centros econômicos. Tudo o que é necessário agora é Liderança Política.