Ipea: 14 milhões de jovens no Brasil são considerados pobres
IG
BRASÍLIA - O Brasil tem hoje cerca de 14 milhões dos jovens (30,4%), na faixa etária entre 15 a 29 anos com renda familiar per capita de até meio salário mínimo. De acordo com a pesquisa, o País possui cerca de 50,2 milhões de jovens, o que representa 26,4 % da população brasileira. A previsão é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a partir de análise dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2007.
Segundo o estudo, 53,8% dos jovens pertencem ao extrato intermediário, com renda domiciliar per capita entre meio e dois salários mínimos; apenas 15,8% viviam em famílias com renda superior a dois salários mínimos. No plano regional, os jovens do Nordeste continuaram tendo menor renda, havendo um total de 53,4% de jovens nordestinos pobres. Também nesta região, dos 27,2%jovens que viviam em áreas rurais, 74,4% eram pobres. Desemprego Cerca de 4,6 milhões de jovens encontram-se desempregado. Contudo, segundo a pesquisa, ao longo dos anos, as condições de vida juvenil têm melhorado em diversos aspectos: a formalização do trabalho vem se intensificando, o nível de escolaridade aumentando e as diferenças e desigualdades no que se refere à cor/raça e gênero diminuindo. Em 2007, o nível de ocupação dos jovens praticamente repetiu o de 2006: 62,2% no grupo de 18 a 24 anos e 74,9% no grupo de 25 a 29 anos. No que tange à questão do desemprego juvenil, a taxa de desemprego, em 2007, era 2,9 vezes maior que o dos adultos: uma diferença de 14% para 4,8%. Em relação aos homens de 15 a 17 anos, 54,7% “só estudam”, enquanto 11,4% “só trabalham”. Já entre a faixa etária de 18 a 24 anos, 56,3% “só trabalham”, enquanto 12,1% “só estudam”. Dos 25 aos 29 anos, 78,6% “só trabalham” e 2,2 % “só estudam”. Já em relação às mulheres, entre 15 e 17 anos, 65,9% “só estudam” e apenas 5% “só trabalham”. Entre as jovens de 18 e 24 anos, 36,3% “só trabalham”, enquanto 16,5% “só estudam”. Apesar disso, é maior o número de mulheres nesta faixa etária que “nem estudam nem trabalham”: 32,1%.